quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A décima All Starr Band

Ringo volta aos palcos do Greek Theatre com Hamish Stuart e Gary Wright.

Ringo, com sua All Starr Band, está de volta ao Greek Theatre, Los Angeles, na décima edição do projeto que está na estrada desde 1989.


O DVD, que traz o show do dia 2 de agosto de 2008, apresenta, além de Gary Wright nos teclados, o guitarrista Hamish Stuart, que tocou com Paul McCartney, e é beatlemaníaco assumido.


Além dessas novidades, Ringo toca pela primeira vez o velho sucesso “Oh My My”, mais algumas músicas do disco “Liverpool 8” e, é claro, os seus melhores clássicos dos tempos dos Beatles.


Claro que vale a pena conferir.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Silver Wilburys

Não são os Travelling Wilburys, mas tem Harrison e Dylan juntos.

Você consegue imaginar se há alguns anos todo mundo pudesse portar uma câmera digital para filmar cenas históricas e guardá-las para a posteridade? Nós, como fãs dos Beatles, bem que queríamos que alguém tivesse filmado, mesmo com uma handcam, a canja que John Lennon deu naquele barzinho japonês em meados da década de 70. Também não seria uma má ideia se alguém tivesse filmado os ensaios de John Lennon e Eric Clapton no avião, rumo ao famoso concerto de Toronto. Mas naquele tempo era muito raro alguém ter uma filmadora sempre a mão e muitos momentos memoráveis ficaram apenas na lembrança de poucos.


Por algum bom motivo, alguém pôs uma câmera VHS num tripé e filmou o show do Taj Mahal no Palomino Club, em North Hollywood, em 19 de fevereiro de 1987.


O show do cantor e compositor nova-iorquino Henry Saint Clair Fredericks, que gostava de ser chamado de Taj Mahal, contava com músicos consagrados, como Jessé Ed Davis na guitarra, Weyne Henderson nos teclados, Ray Fitzpatrick no baixo e Kester Smith na bateria. Mas nenhum deles poderia nem sonhar que naquela noite George Harrison, Bob Dylan e John Fogerty subiriam ao palco para uma canja e de lá não desceriam mais até o final do show.


Agora, 24 anos depois, apareceu a tal fita, que ninguém sabia que existia. É claro que a imagem não é boa e ninguém se deu ao trabalho de remasterizá-la digitalmente ou submetê-la a filtros que melhorassem a luminosidade, o contraste, a cor etc. Mas é um achado histórico, visto que George Harrison até se arrisca a cantar alguns clássicos do rock and roll.


É claro que o título do DVD é um exagero, pois a única coisa que o disco tem de Travelling Wilburys é a presença de Bob Dylan e George Harrison, que nem sequer fazem menção ao projeto que estavam prestes a lançar.


É para o fã assistir, babar e guardar.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Last Licks mostra o Rooftop Concert de forma bem cuidada.

Last Licks é um suposto disco oficial do famoso Rooftop Concert, do dia 30 de janeiro de 1969. Se é pirata, é muito bem feito, pois a capa é bem cuidada e o áudio é de boa qualidade, podendo ser comparado ao som das faixas ao vivo do disco oficial Let It Be.


Esse show passou a ser conhecido como o último concerto dos Beatles e durou exatos 42 minutos, tendo Last Licks a metade desse tempo de duração.


O encarte conta detalhadamente a história do show e fornece dados sobre cada faixa do disco, além de curiosidades sobre a gravação do projeto “Get Back”.


Lançamento histórico...

THE PIANO TAPES

Bootlegg clássico chega ao CD em versão remasterizada.

The Piano Tapes - Paul McCartney Home Recordings (1974) é um daqueles clássicos bootleggs, que todos tinham ou queriam ter em vinil e que agora chega ao CD com o áudio melhorado, através de masterização digital.


Originalmente lançado como “Home Rehearsals”, o disco traz uma sessão de gravações domésticas realizadas pelo próprio Paul McCartney, utilizando-se de um gravador de cassete, daqueles que todos tinham em casa nas décadas de 1970 e 1980.


Apesar da crítica à qualidade do áudio, o resultado é superior ao Lost Lennon Tapes, gravações realizadas por John Lennon em condições semelhantes.


Em Piano Tapes, Paul McCartney esboça no teclado algumas canções que mais tarde viria a gravar e, algumas delas, transformar em sucessos mundiais. É o caso de “Mull Of Kintyre” que ainda nem tinha a letra toda e “I’ll Give You A Ring”, que mais tarde seria lançada apenas como lado B de um compacto. Paul toca também a primeira música que compusera na adolescência, “I Lost My Little Girl” – que ainda não tinha tido coragem de mostrar ao mundo -, além de “Suicide”, composta especialmente para Frank Sinatra e jamais gravada oficialmente nem por Paul nem por Frank. O beatle brinca com “Women Kind” e fecha a sessão de 25 canções com a curiosa “Dr. Pepper”.


Item de colecionador.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pope Go The Beatles

A capa é fraca e a ideia pior ainda, mas o disco é ótimo.


Eu não escrevi errado, é "Pope Go the Beatles" mesmo! Pope, que quer dizer Papa. E a capa explica tudo.

Esse disco me arrepiou, pois além de trazer as faixas que o Paul gravou com Donovan nos estúdios Trident, em 1968, com ótima qualidade, ainda faz um upgrade no velho CD ABBEY ROAD COMPANION, trazendo as mesmas faixas com ótima qualidade de som, com pitch corrigido e sem alguns defeitos de fita amassada que o antigo CD traz.

O ponto alto do disco são os playbacks de algumas faixas do lado B de Abbey Road, sem os cortes entre as faixas e "Her Majesty" completa, com o acorde final.

Vale a pena, apesar da capa pouca criativa.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Beatles Re-constructions

Re-constructions: trabalho duro que alguém tinha que fazer

Nós beatlemaníacos vivemos nos queixando da falta de um bom show dos Fab Four, completo, bem gravado e com boa qualidade de áudio e vídeo. Esta queixa, é claro, é justificada, pois temos que nos contentar com poucas apresentações de TV e com os concertos de Washington, Paris, Shea e Japão, nem sempre com boa qualidade.


Lamentamos, também, que certos shows históricos não tenham sido filmados, como o último, no Candlestick Park, em San Francisco, o histórico Hollywood Bowl e algumas apresentações de TV, como o Top Of The Pops, das quais nos contentamos com pequenos fragmentos.


Eis que surge um DVD muito curioso e proibido para quem não é beatlemaníaco de carteirinha tarja vermelha. Beatles Re-construction tem seu título auto-explicativo, pois ele reconstrói cenas de pequenos fragmentos de shows dos Beatles com áudio e vídeo.


Imagine o trabalho que o editor teve, em sair recolhendo cada pequena cena filmada de shows, muitas vezes por equipes de reportagem, com ou sem áudio, organizá-las todas em ordem, por menor que seja o pedacinho do show, e compilá-la num DVD de mais de 2 horas de duração. Achando pouco o trabalho, apenas comparado com o velho LP pirata “Who’s shouting in my ears?”, o tal editor ainda aproveitou as cenas sem som e procurou o áudio correspondente, a mesma música, tocada na mesma turnê, e fez a devida sincronização do vídeo com o áudio.


Esse é o tipo de trabalho que você não faria, mas agradece a Deus que alguém tenha feito...


O resultado é surpreendente. Mas evite assistir ao lado de uma pessoa que não entenda a cabeça de um beatlemaníaco, pois ela poderá chamar uma ambulância com uma camisa de força para tirá-lo dali.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ringo - 11th All Starr Band

O melhor DVD da All Starr Band.

Este DVD é essencial para quem quer ver de perto o show da nova All Star Band, em novembro, no Brasil. O disco traz um show do Ringo e seus amigos no Cassino Agua Caliente, na California, no dia 5 de agosto de 2010 e é basicamente o mesmo show que poderemos ver no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife no final desse ano.

A banda é exatamente a mesma e o repertório não deve mudar muito. Ringo toca clássicos de sua carreira solo, como "It Don't Come Easy" e "Back of Boogaloo", passeia pelos sucessos dos Beatles, como as indispensáveis "With a Little Help From My Friends" e "Yellow Submarine" e não esquece dos novos sucessos, como a ótima "Choose Love" e a linda canção "Peace Dream". O show tem quase duas horas de duração e Ringo canta 13 canções e toca todas as outras.

Para quem se queixava do Ringo Starr desajeitado no palco do início da saga da All Starr Band, inclusive cantando apenas com o microfone na mão, pode esquecer a crítica, pois o beatle está maduro e não deixa nada a desejar a seus companheiros de banda.

O resto do show também é interessante e traz clássicos como "Hang On Sloopy" - lembra de "Pobre Menina", do Leno e Lilian? - e "Broken Wings", sucesso do Mr Mister.

Precisa dizer mais alguma coisa?